Séc. I
MNMC 10135
Este retrato, certamente proveniente da basílica, foi encontrado nos entulhos do criptopórtico. Fazia parte de um programa político de renovação urbanística de Aeminium e exaltação da família imperial. A sua atribuição aos anos 40 d.C. concorda com a datação claudiana proposta para a construção do forum.
Agripina, a Antiga, sogra do imperador Cláudio e avó de Nero, surge aqui representada por um artista provincial, copiando um modelo itálico, do chamado ‘tipo Capitólio-Veneza’.
Retrato de Agripina

Arqueologia
Pacientemente, camada após camada, a terra revela segredos sem corromper o mistério original.
Séc. IV
MNMC 150
Descoberta em 1888, esta lápide, dedicada pela cidade de Aeminium ao «dileto príncipe Flávio Valério Constâncio, nascido para o bem e progresso da República, pio, feliz, invicto, augusto, pontífice máximo, com o poder tribunício, pai da pátria, procônsul», tem a maior importância para Coimbra.
Antes de mais, por ter confirmado documentalmente o seu nome romano; em segundo lugar, porque a data de 305-306, que os atributos do imperador estabelecem para a dedicatória, sugere que a grande benfeitoria concedida por Constâncio Cloro possa ter sido a construção da muralha.
De entre as hipóteses possíveis, esta é a mais plausível pela concordância da datação com os factos históricos conhecidos para a Lusitânia.
Lápide Honorífica


Séc. I
MNMC 10137
Cabeça feminina encontrada no criptopórtico e executada por um artista provincial. O véu, o penteado e os traços gerais do rosto aproximam-na dos retratos de Lívia, integrados no ‘tipo Salus’, embora não se possa afirmar com exatidão que a retratada seja esta imperatriz, mulher de Augusto.
