Cruz Processional

Séc. XIV.
1ª metade MNMC 6035
Esta cruz de rara beleza combina a utilização do jaspe com a prata, destacando-se o magnífico nó hexagonal que servirá de modelo para a elaboração de cálices e outras peças de ourivesaria nacional até meados do séc. XV.
Ao recorrer à utilização de pilastras nas arestas da base anuncia já o domínio futuro da microarquitectura.
A representação escolhida enquadra-se no catecismo cristológico: de um lado o Calvário, do outro Cristo rodeado pelo Tetramorfo.
Arte da ourivesaria: matéria do mundo dos homens e expressão maior do divino.
Ourivesaria

Relicário
Séc. XIV - XVI
MNMC 6076
Relicário cilíndrico do séc.XIV que, originalmente apresentava uma riqueza ornamental e simbólica maior, como se encontra descrito no inventário da Sé de 1393.
Infelizmente, a estrutura da peça ao nível da base, do nó, da haste e das placas frontais foi totalmente modificada em pleno séc. XVI, adulterando-lhe a leitura inicial.
Contudo, o formulário gótico trecentista que enforma a estrutura superior do relicário, nomeadamente as placas laterais, onde se inscrevem os apóstolos S.Pedro e S.Paulo, a urna cilíndrica fenestrada, sobrepujada por um calvário, bem como as informações contidas nos diversos inventários e a descodificação da sua linguagem simbólica, contribuem, decisivamente, para a compreensão da forma e do sentido originais.
Séc. XII. 2ª metade
MNMC 6031
Em forma de tau, o báculo de S. Teotónio, prior do Mosteiro de Santa Cruz, é composto por decoração vegetalista e zoomórfica, enriquecida pela presença de pedras e vidros coloridos engastados no metal.
A forma não é muito comum em Portugal, embora as iluminuras ilustrem a sua existência e uso até ao século XV.
Outras representações conhecidas são a figura apoiada num báculo semelhante existente num capitel românico da Igreja de S. Cristovão de Rio Mau e a crossa do bordão de peregrina da Rainha Santa Isabel.
Crossa de Báculo

